Efeitos da pandemia COVID-19 no Meio Ambiente

Efeitos da pandemia COVID-19 no Meio Ambiente

É indiscutível que o principal tema do momento seja o Covid-19 e todas as consequências e desafios que ele trouxe, como a recessão econômica e a busca por tratamentos eficazes e pela cura. Mas, assuntos como as transformações socioeconômicas para proteger e regenerar o Meio Ambiente também são urgentes e precisam estar sempre em pauta.

O cenário atual nos traz muita preocupação, mas também amplia nossa visão de mundo.

A redução da circulação de pessoas nos últimos meses deu início a uma série de mudanças positivas na natureza. Ao redor do mundo, diversos países estão relatando uma melhora considerável na qualidade do ar e tem sido relatada uma verdadeira invasão de animais silvestres em cidades e praias em diversos lugares do planeta.  

Entretanto, se por um lado temos notícias boas, de outro temos um aumento alarmante no desmatamento da Amazônia, maior floresta tropical do mundo, e sua devastação pode trazer consequências desastrosas para o clima global e a biodiversidade.

Ações que contribuem para a preservação do Meio Ambiente

No final do ano passado, antes do mundo ser assolado pela pandemia, diversas Empresas B declararam estado de emergência climática, assumindo um compromisso de adiantar suas reduções de carbono a zero até 2030, antecipando o Acordo de Paris, em que os países membros da ONU assinaram o compromisso de atingir a neutralidade até 2050.

Entre as ações previstas na declaração de emergência climática estão:

  • ampliação no uso de energias renováveis
  • substituição do uso de combustíveis fósseis
  • diminuição da poluição do ar através da limitação do uso de poluentes de curta duração (como metano, a fuligem e hidrofluorcarboneto)
  • mudança dos hábitos alimentares com a diminuição do consumo de proteína animal e aumento do consumo de alimentos plant-based (frutas, vegetais, grãos e oleaginosas).

 

O Meio Ambiente interfere na disseminação de doenças

Preservar o Meio Ambiente também auxilia na redução da disseminação de doenças infecciosas, visto que cerca de 60% das doenças contagiosas entre humanos são transmitidas através de animais.

Um exemplo disso é o surto de Ebola na África. A perda de parte da floresta fez com que a vida selvagem nativa se aproximasse das áreas habitadas por humanos, propagando o vírus.

Situações como essa ocorrem porque os impactos ambientais causados pelos seres humanos reduzem a biodiversidade, alterando todo o ecossistema, gerando condições ambientais que favorecem alguns hospedeiros, vetores e patógenos.

Outro ponto relevante é o descarte inadequado de resíduos. Lixo e resíduos não prejudicam somente as pessoas que têm contato direto com eles, materiais dessa natureza descartados incorretamente, contaminam o solo e todo o ambiente à sua volta. De acordo com o Programa da Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), o manuseio seguro e o descarte final desses materiais são vitais para uma resposta de emergência eficaz.

A natureza pós pandemia

No entanto, tudo indica que as alterações positivas no Meio Ambiente serão temporárias, consequência da situação de isolamento que estamos vivendo.

Tudo será como antes?

O que mudará quando o isolamento social não for mais necessário, as pessoas puderem circular novamente e as empresas retomarem suas jornadas de trabalho em tempo integral? Há muitos questionamentos de como o mundo será após essa pandemia.

Cabe a reflexão se tiraremos algum proveito ou aprendizado desse período e se isso mudará significativamente a maneira como lidamos com a natureza. Continuaremos a extrair mais recursos e numa velocidade maior do que o planeta consegue suportar? A sociedade civil, empresas e governo, irão, enfim, tomar medidas efetivas para enfrentar a tragédia anunciada da emergência climática?

Afinal, nós, humanos, dependemos do Meio Ambiente ou o Meio Ambiente depende dos seres humanos?

ETE com problemas ou baixo desempenho

ETE com problemas ou baixo desempenho

O que fazer quando sua ETE tem baixo desempenho?

Há uma série de opções para empresas tratarem seus efluentes industriais, mas como agir em caso de Estação de Tratamento de Efluentes própria com baixo desempenho?
A melhor escolha depende de diversos fatores, como: características do efluente, volume, complexidade do tratamento, entre outras.

Como manter uma ETE (Estação de Tratamento de Efluentes)?

Uma ETE (Estação de Tratamento de Efluente) possui inúmeras exigências e responsabilidades.

Para a ETE funcionar sem problemas ou paradas, é necessário conhecimento, manutenção e treinamento constante, licenças e documentação, além de análises laboratoriais e custos indiretos, como horas de pessoas altamente qualificadas. Esses custos raramente são considerados na hora de se adquirir uma ETE. Afinal, todas as etapas de tratamento e descarte adequado são de responsabilidade das empresas geradoras dos efluentes até seu destino final.

Além disso, existem alguns imprevistos e potenciais riscos que a gente não leva em consideração na hora da escolha, isso pode comprometer o atingimento de parâmetros de lançamento, colocando em risco toda operação da empresa. Estes são alguns exemplos:

  • Uma nova matéria-prima que muda as características dos efluentes
  • A falha num equipamento
  • Picos de vazão e sobrecargas hidráulicas
  • A dosagem incorreta de reagentes
  • A falha de um operador
  • Variações de carga
  • Algum acidente que interrompe a operação da ETE
  • E muitos outros imprevistos

As situações citadas acima podem gerar algumas consequências, como:

  • Interrupções nas operações para manutenção, gerando impactos na produção
  • Não enquadramento do efluente tratado nos parâmetros de lançamento, podendo atrair a atenção da fiscalização ou gerar danos ao Meio Ambiente

Para que os efluentes sejam tratados com qualidade e eficiência, a ETE precisa de certos cuidados básicos, prestando atenção a alguns parâmetros e condições, como: pH, DQO/DBO, metais, oxigênio dissolvido, sólidos sedimentáveis, turbidez, cloroamoniação, temperatura, entre outros elementos.

Uma ETE com baixo desempenho causa um desperdício de recursos utilizados no tratamento dos efluentes e gera gastos excessivos para empresa. Deste modo, uma escolha que deveria ser uma solução para os resíduos da indústria, torna-se um problema que causa prejuízos.

O que fazer quando a Estação de Tratamento de Efluentes própria se torna inviável?

Quando uma ETE, por algum motivo, não está operando a contento, ela deixa de ser viável e a solução offsite pode ser uma alternativa.
O tratamento de efluentes offsite é uma opção eficiente, segura e rápida para atender às leis ambientais e resolver o problema. Nele, a única preocupação que sua indústria terá é escolher a empresa especializada e agendar o dia de recolhimento da coleta do seu efluente, pois todas as outras etapas serão de responsabilidade da Okena.

Inicialmente, coletaremos uma amostra de seu efluente para análise de tratabilidade e precificação e para determinar o tipo de tratamento mais adequado. Em seguida, o efluente será transportado até a Okena para realização do procedimento. Após o tratamento e destinação corretos, um certificado será emitido para que você possa comprovar que seu efluente foi tratado e legalmente descartado.

Optando pelo tratamento offsite, sua empresa não precisa mais se preocupar com licenças, operação, manutenção, análises laboratoriais, compra e estoque de reagentes, logísticas e destinação de lodos de ETE, tempo de pessoas-chave, tanques para armazenar efluentes brutos e tratados, espaço para armazenar lodo de ETE, problemas de enquadramento de parâmetros e dificuldades de tratamento.

Portanto, mesmo que sua empresa tenha uma ETE própria, é ideal que você mantenha ao menos uma alternativa de tratamento offsite, caso ocorra algum imprevisto. Para isso, sugerimos que mantenha um contrato e CADRI ativos com a Okena.

Legislação e responsabilidade

No Brasil, cada estado conta com uma instituição que será responsável pela fiscalização ambiental. Em São Paulo, a agência que supervisiona o descarte e emite os documentos necessários é a CETESB (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) e a autorização se dá através da emissão do CADRI (Certificado de Movimentação de Resíduos de Interesse Ambiental), indispensável para a terceirização de tratamento de efluentes industriais perigosos. O prazo que a CETESB leva para analisar o processo e emitir o CADRI é entre 30 e 60 dias, por isso, é recomendado que sua empresa mantenha o CADRI ativo, para poder continuar realizando o tratamento de seus efluentes sem interrupções e dentro das normas e leis ambientais.

Benefícios da terceirização

A Okena oferece todo suporte para solicitação e emissão de documentos legais necessários para o envio de efluentes para tratamento.

A responsabilidade pelo tratamento e destino dos efluentes industriais é de responsabilidade do gerador dos efluentes. Por este motivo, certifique-se de que sua escolha lhe oferece segurança e garantias. A Okena possui seguros que garantem que sua empresa não será responsabilizada, civil ou criminalmente, por eventuais danos ambientais.

Além de todas as licenças e documentos necessários para tratar seu efluente com o máximo de segurança, a Okena tem experiência. São mais de 10 anos no mercado de tratamento de efluentes offsite. Com um atendimento humanizado, nossa equipe está preparada para encontrar a melhor solução para seu negócio.

Contratar uma empresa especializada para tratar seus efluentes elimina uma série de questões técnicas que podem gerar preocupações. Com isso, você pode concentrar esforços em outras áreas de negócios que merecem total atenção e sua companhia pode se tornar melhor para seus colaboradores, clientes, pessoas que estão ao seu redor e para o meio ambiente, gerando um impacto positivo na natureza.

Quer saber mais sobre tratamento offsite de efluentes? Fale com a nossa equipe.

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Dificuldades no tratamento de efluentes durante a crise

Dificuldades no tratamento de efluentes durante a crise

Dificuldades no Tratamento de Efluentes durante a Crise

Estamos vivendo um momento atípico. Ninguém havia se preparado para essa situação. Mas uma coisa é certa, a pandemia do Covid-19 nos mostra que precisamos da ajuda uns dos outros para sobrevivermos a essa crise.
A forma como estamos enfrentando os desafios desse período vai contribuir diretamente para a recuperação da saúde, economia e moral da humanidade.

Por experiência sabemos que você pode estar encontrando problemas na sua ETE.

Sistemas de tratamento biológico comprometidos pela falta de efluente sanitário

Com o início da crise, muitas empresas concederam férias coletivas ou reduziram drasticamente o número de funcionários para garantir a segurança de todos. Isso resultou em uma diminuição significativa de resíduos com matéria orgânica, que é fundamental para o tratamento biológico de efluentes. Uma vez que os microrganismos dependem dessa carga para agir, a consequência disso é: a microbiota presente nos tanques reatores de tratamento biológico é afetada e torna todo o processo instável ou até inviável.

Operação prejudicada pela falta de mão de obra qualificada para operar sua ETE

Outras empresas precisaram afastar os funcionários que se enquadram no grupo de risco, e alguns deles eram responsáveis, ou parte fundamental do funcionamento da Estação de Tratamento de Efluentes. Como a pandemia exigiu ações rápidas por parte das indústrias, eles não tiveram tempo de treinar outras pessoas para substituí-los, o que gerou outro grande problema, falta de colaboradores capacitados na operação das estações de tratamento de efluentes.

Geração de efluentes com características diferentes da usual para lavagem e desinfecção

Algumas fábricas aproveitaram a parada para realizar limpezas, pois muitas áreas são difíceis de higienizar, seja pela alta circulação de funcionários ou pelo excesso de demanda de trabalho, que dificulta as paralizações de manutenção. Limpezas dessa natureza também geram um grande volume de efluentes que precisam ser tratados e podem ser incompatíveis com as Estações de Tratamento de Efluentes instaladas.

Como podemos te ajudar a resolver esses problemas?

Se sua indústria possui ETE própria e não está conseguindo tratar seu efluente adequadamente ou gerou uma quantidade de resíduo excepcional, existem algumas soluções temporárias para resolver essas questões emergenciais.
Uma delas é o tratamento de efluentes offsite. Ou seja, sua empresa contrata uma especialista, que dará todo suporte necessário para coletar e tratar seu efluente o mais rápido possível. Sem preocupação, nem burocracia e estamos oferencendo condições especiais, em decorrência da pandemia de Covid-19, é a forma que encontramos de oferecer o que temos de melhor.
Em tempos tão difíceis, conte com a gente.

Porque nascemos para fazer parte da solução e não do problema, nem da paisagem.

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Resíduos industriais: onde descartar e a sua destinação.

Resíduos industriais: onde descartar e a sua destinação.

Hoje nós vamos falar sobre resíduos industriais, onde descartar e a sua destinação. Atividades estas são responsabilidade das empresas e tem grande efeito sobre o meio ambiente.

Portanto, toda indústria precisa se preocupar com seus resíduos industriais, e dependendo do ramo de atuação e do tipo de produto desenvolvidos esses resíduos podem ser resíduos biológicos, resíduos físicos e químicos, entre outros.

Assim, é fundamental que cada tipo de resíduo seja descartado da forma correta, seguindo os procedimentos determinados pelas normas.

Vamos entender melhor tudo isso a seguir.

Resíduos industriais: descarte de resíduo

Fazer o descarte dos resíduos é um procedimento normal em qualquer indústria.

Desde que as fábricas surgiram, os produtos industriais começaram a ser fabricados e os resíduos provenientes de sua produção passaram a existir.

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Crédito da imagem: Freepik.com

 

Durante muito tempo os resíduos eram descartados da melhor forma que as indústrias podiam fazer, normalmente a mais barata possível e sem nenhuma preocupação com o meio ambiente, pois não havia leis e normas para regulamentar esse descarte.

No entanto, hoje em dia sabemos que os resíduos afetam grandemente o meio ambiente, principalmente os mananciais de água, como também o solo e a atmosfera.

Poluindo, dessa forma, todos os meios de vida e recursos essenciais à que maior parte das formas de vidas da terra.

Por isso, foram criadas normas para regulamentar o descarte dos resíduos industriais, dando a estes resíduos a correta destinação.

Saiba mais a seguir.

Destinação de resíduos

A destinação dos resíduos industriais conforme a legislação vigente é de total responsabilidade da indústria que produziu o resíduo.

Por essa razão, sua empresa pode ser multada e sofrer sanções legais caso descumpra as normas vigentes.

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Crédito da imagem:  Freepik.com

É por esse motivo, é que a maioria das Indústrias contratam uma empresa especializada na destinação dos resíduos industriais de forma adequada, para garantir o melhor custo benefício.

Desta forma, o desafio é assegurar que todos os procedimentos e normas legais vão ser cumpridos, e que isso será feito pelo valor justo, sem onerar muito as despesas das indústrias geradoras de resíduos.

Por que contratar uma empresa especializada para cuidar dos resíduos industriais da minha empresa?

Com uma empresa especializada cuidando disso para você, não vai ter que se preocupar com as muitas normas técnicas e ambientais que precisam ser seguidas para o descarte adequado de cada tipo de resíduo.

Por esse caminho você evita transtornos legais e financeiros como pagamento de multas por desconfiar as normas vigentes.

E na Okena você consegue ajuda em todo o processo desde a documentação até o transporte dos resíduos.

Como escolher a melhor empresa para cuidar da destinação correta dos resíduos industriais da minha indústria?

Você deve encontrar uma empresa que oferece o melhor custo-benefício,  algumas empresas cuidam apenas descarte final do resíduo, enquanto outras oferecem pacote completo de gerenciamento dos resíduos industriais. 

O que faço para escolher qual a empresa especializada com melhor orçamento para cuidar dos resíduos da minha Indústria?

O interessante que você analisa o tipo de resíduo produzido pela sua empresa, considere o valor que custaria para você cuidar disso por si mesmo dentro das normas legais.

Depois faça uma pesquisa ouvindo pelo menos duas propostas de empresas diferentes, assim você vai poder escolher a melhor opção para você.

Resíduos industriais: o que são os resíduos de uma indústria?

De uma forma geral, é toda sobra da produção industrial que não pode ser descartada sem controle e exige um método específico para sua eliminação.

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Crédito da imagem: Freepik.com

Considerando-se que esses resíduos são produtos que sobram de processos industriais diversos na maioria dos casos a sua composição é mista e eles são perigosos tanto para o contato humano quanto para o meio ambiente.

Deste modo, é necessário que eles sejam manuseados corretamente e descartados de forma a causar o menor impacto ambiental possível.

Quais normas devem ser seguidas para fazer o descarte dos resíduos industriais corretamente?

É fundamental que sua empresa siga as normas definidas pelo Ministério do Meio Ambiente e também siga as normas estaduais e municipais vigentes, pois  embora existam leis de caráter nacional válidas das para todo o Brasil, cada estado em cada cidade também podem ter as suas próprias normas em conformidade com a sua realidade local.

Quais os principais tipos de resíduos industriais que existem?

Há muitos tipos de resíduos industriais, entre os principais podemos citar como exemplo: cinzas, lodos sólidos, óleos, resíduos alcalinos ou ácidos, plásticos, papel, madeira, fibras, borracha, metal, escórias, vidros e cerâmicas.

Além de lodos líquidos provenientes de sistemas de tratamento de esgoto e aqueles gerados na limpeza de equipamentos e instalações em geral.

Descarte de produtos químicos

Os resíduos industriais químicos são aqueles que contém substâncias químicas perigosas e que não podem receber um tratamento de descarte convencional.

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Crédito da imagem: Freepik.com

Os diversos tipos de resíduos químicos são simplesmente aqueles oriundos do resultado de misturas concentradas, como catalisadores gastos e não tratados; solventes; sais; ácidos; entre outros tipos de compostos.

Também entra no grupo de resíduos químicos os medicamentos vencidos e o chamado lixo hospitalar. 

Naturalmente, esses resíduos demandam processos específicos para serem descartados. 

Quais operações  industriais originam os resíduos industriais químicos?

Eles são resultado de atividades industriais e da indústria farmacêutica.  

Como deve ser feito o descarte dos resíduos químicos industriais?

Esse descarte deve ser feito conforme o tipo de lixo:

  1. Líquidos perigosos devem ser colocados pela empresa de descarte de resíduos químicos em sua embalagem original; 
  2. Resíduos químicos sólidos deverão ser colocados para descarte em recipiente de material rígido, como, por exemplo, as caixas para perfuro/cortante. Esse recipiente deve ser lacrado dentro das normas de segurança  vigentes;
  3. Os medicamentos vencidos  devem ser separados dos demais e conservados em galões de descarte apropriados para fazer a destinação final dos mesmos.

Resíduos industriais: descarte de resíduos físicos

Os resíduos dos físicos são aqueles que sobram do processo industrial, mas tem um aspecto que não se enquadrarem no químico nem no biológico, não são materiais de origem viva e nem compostos químicos.

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Crédito da imagem: Freepik.com

São itens como peças que sobraram, pedaços de madeira, pedaços de metal, pedaço de tecido, e outros tipos de itens físicos que podem muito bem ser reaproveitados, ou seja, reciclados.

Por que é importante fazer o devido descarte dos resíduos industriais físicos?

Se não descartados corretamente, os resíduos físicos vão se tornar lixo espalhado pelas ruas e pelo meio ambiente. Portanto, eles devem ser encaminhados corretamente para a sua destinação final.

Como por exemplo, a coleta de lixo ou outros procedimentos industriais adotados para resíduos físicos que envolvem o armazenamento e o descarte.

Qual a melhor maneira de lidar com os resíduos industriais físicos?

Esse tipo de resíduo pode ser reaproveitado muito facilmente. Uma solução é encaminhá-lo para estações de reciclagem ou para outros tipos de locais que façam o reaproveitamento.

Essa é uma boa maneira de descartar a maior parte dos livros físicos produzidos pelas diversas Indústrias.

Em alguns casos eles podem ser reaproveitados dentro da própria indústria

Dicas finais:

Como vimos o descarte de resíduos é um assunto sério.

Por isso, se você tem uma indústria e não sabe o que fazer com os seus resíduos, não perca tempo, encontre uma empresa especializada para cuidar dessa tarefa para você e tirar esse encargo do seu pessoal.

Quer aprender mais ? Clique aqui e saiba mais sobre os tipos de efluentes !

Efluentes, saiba tudo sobre o tratamento

Efluentes, saiba tudo sobre o tratamento

Hoje nós vamos falar sobre efluentes e o processo de tratamento desses resíduos provenientes de atividades humanas variadas, e que podem contaminar o meio ambiente.
Vamos falar sobre o que são os efluentes, a participação da indústria nesse processo, o efluente doméstico, e principalmente, sobre o tratamento dos efluentes industriais e a importância de fazer isso com uma empresa especializada que saiba o que faz.
Vamos entender tudo isso melhor a seguir. Acompanhe.

O que são efluentes? 

Damos o nome de efluente aos resíduos produzidos tanto pelas indústrias quanto pelo ser humano em seu ambiente doméstico, e que são descartados no meio ambiente sobre a forma de líquidos ou gases. Assim, processos industriais e a rede de esgoto também são considerados efluentes.  

 

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Imagem ilustrativa. Foto: Freepik.com.

 

Quando despejados na natureza, o efluente provoca uma alteração na qualidade dos corpos receptores (água e ar) e como consequência a sua poluição (degradação).  

No decorrer da história humana, o desenvolvimento urbano e industrial se deu em torno dos rios devido a disponibilidade de água para abastecimento. Como consequência o rio também serviu como auxílio no descarte do efluente.  

Por muito tempo isso foi perfeito e não gerou nenhuma preocupação ambiental. No entantoo aumento dos impactos ambientais negativos causados por esse despejo sem controle tornou-se um verdadeiro problema para o meio ambiente e para a própria espécie humana. 

 

Quais as principais características dos efluentes líquidos?

Para avaliar os efluentes que são lançados em líquidos considera-se principalmente 3 características: 

  1. Efluentes sólidos: matéria que permanece após a evaporação do efluente à 103 a 105°C; 
  1. Sólidos sedimentáveis: o volume de sólidos no efluente que se sedimenta após um período de repouso do líquido; 
  1. Temperatura: efluentes muito quentes quando jogados na natureza podem gerar danos as espécies aquáticas e causar a morte por reduzirem a quantidade de oxigênio da água. 

 

Quais outras características também são importantes para avaliar os efluentes despejados na natureza?

  1. Cor: efluentes muito escuros podem obstruir a luz solar nos meios aquáticos e causar danos a esse ecossistema; 
  1. pH ou potencial hidrogeniônico: fornece informações a respeito da acidez (ou da alcalinidade) de um efluente; 
  1. Demanda bioquímica de oxigênio (DBO): a quantidade de oxigênio necessária para oxidar a matéria orgânica por meio de bactérias; 
  1. Demanda química de oxigênio (DQO); a quantidade de oxigênio necessária para oxidar a matéria orgânica através de um agente químico. 

Efluentes industriais

As indústrias são as principais responsáveis pela produção de lixos ou resíduos despejados nos meios aquáticos e na atmosfera todos os dias. 

 

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Imagem ilustrativa. Foto: Freepik.com.

 

Evidentemente, diferentes tipos de indústrias produzem diferentes tipos de efluentes. Tudo depende dos processos que são empregados e de quais as matérias e produtos químicos utilizados. 

A maioria das Indústrias produz águas residuais, incluindo as águas de limpeza e lavagem, que se tornam efluentes líquidos e depois são despejados no meio aquoso.  

O que caracteriza um efluente industrial?

Efluente industrial é todo o despejo líquido produzido nas diversas etapas de um processo produtivo, isto é, toda a água que é utilizada em uma indústria e, em seguida, descartada. 

Quais as características dos efluentes na indústria química? 

Nesta indústria existem dois tipos de efluentes líquidos classificados de forma diferente: os gerados na planta industrial e os usados como utilidades para a indústria. O primeiro consiste em efluentes gerados durante processos como reações, separações ou reciclos. Enquanto os efluentes usados como utilidades refere-se às águas de lavagem, resfriamento entre outros. 

Efluentes domésticos  

Efluentes domésticos são os resíduos produzidos em nossas casas que incluem as águas de lavagem e limpeza dos processos diários domésticos. 

 

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Imagem ilustrativa. Foto: Pixabay.

 

Esses não têm o mesmo potencial poluidor dos efluentes industriais, mas ainda assim podem causar danos ao meio ambiente.   

O nível de material orgânico presente implica em quê eles esse de frente seja destinado corretamente. Entenda melhor a seguir. 

Por que é importante tratar os efluentes domésticos e dar a ele o descarte correto? 

Os potenciais produtos químicos que estejam envolvidos nesses procedimentos, principalmente em estabelecimentos como restaurantes e edifícios urbanos, podem aumentar o impacto causado no meio ambiente pelos acidentes domésticos. 

Quais os principais tipos de efluentes domésticos? 

Nós podemos  como exemplo de efluentes domésticos  principalmente: 

  1. Esgoto de prédios e edifícios comerciais, dentre outros; 
  1. Caixas de gordura de casas, restaurantes e lanchonetes; 
  1. Fossas sépticas, mais comuns em áreas rurais. 

Como deve ser feito o tratamento de efluentes? 

Há diversos métodos de tratamento que precisam ser aplicados antes de ser lançado nos rios a fim de evitar poluição ambiental. 

 

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Imagem ilustrativa. Foto: Pixabay.

 

Há até mesmo padrões de qualidade da água fixados em normas e regulamentos federais, estaduais e municipais que devem ser seguidos. Portanto, para as indústrias realizarem o tratamento dos efluentes é uma necessidade tanto ambiental quanto uma obrigação legal, para atuar em conformidade com as diretrizes do CONAMA – Ministério do Meio Ambiente e legislações municipais/estaduais. 

Vale dizer também que há normas para os resíduos domésticos em muitas cidades principalmente para aqueles oriundos das fossas sépticas.  

É muito importante realizar o tratamento de efluentes com o auxílio e os serviços de uma empresa especializada, pois é preciso seguir uma série de etapas para possam ser descartados com segurança ambiental e dentro das normas vigentes. 

Há basicamente três etapas de tratamento dos efluentes: concentração do poluente a ser eliminado, retirada da poluição por métodos específicos e, por fim, a recuperação de um produto razoável. Mas, os procedimentos podem variar muito dependendo da matéria e dos produtos químicos presentes. 

Quais as principais características do processo de tratamento para os efluentes líquidos? 

Para o tratamento de efluentes líquidos estão envolvidos processos físicos, químicos e biológicos: 

  1. Processos físicos: Processos de remoção das substâncias fisicamente separáveis dos líquidos, as quais não estão dissolvidas; 
  1. Processos químicos: utilização de produtos químicos. É o que acontece na remoção de sólidos por sedimentação utilizando um produto de precipitação química para aumentar a eficiência; 
  1. Processos biológicos: a transformação de componentes complexos em componentes simples. 

Por que é importante contratar uma empresa especializada para realizar o tratamento correto dos efluentes? 

Cada tipo de resíduo precisa ser tratado da forma adequada, precisa de equipamentos adequados e precisa seguir processos variados na ordem correta.  Além disso, os órgãos fiscalizadores estão sempre monitorando esses procedimentos e caso a indústria não esteja seguindo as normas ela pode ser multada ou sofrer outras sanções legais.  

Quais os benefícios de contratar uma empresa especializada para realizar o tratamento dos efluentes? 

Contratar uma empresa especializada garante que você não vai ter dor de cabeça com a fiscalização e ainda vai diminuir a Pegada Ecológica da sua empresa, podendo inclusive somar esse fato nasuas campanhas de marketing perante o seu público alvo. Uma empresa especializada também pode indicar a forma mais acessível financeiramente para fazer o tratamento, sem onerar muito o processo. 

Efluentes: dicas finais 

Os efluentes são coisa séria, causam danos ambientais que podem fazer a sua indústria sofrer sanções legais se não forem tratados devidamente.  

A Okena cuida do planejamento e do tratamento dos seu efluente com cuidado e atenção. 

 

Revitalização de rios em centros urbanos

Revitalização de rios em centros urbanos

As águas de um rio podem ser utilizadas para irrigação na agricultura, no abastecimento para consumo humano, para a preservação de espécies aquáticas, enfim, suas aplicações são ilimitadas. Mas quando o corpo de água está localizado em um meio urbano, as chances da ação humana ter interferido em sua qualidade são imensas. Crescimento populacional nas cidades significa aumento da produção de esgoto, tanto doméstico quanto industrial, que vai desaguar nos rios sem nenhum tipo de tratamento na maioria das vezes.

Revitalizar um rio de grande porte é possível, mas é um processo longo. O Rio Tâmisa, na Inglaterra, passou por duas tentativas de revitalização, a primeira, por volta de 1860, não surtiu efeito e foi retomado somente na década de 1960, quando foram construídas duas estações de tratamento de esgoto. Foi em 1960 também que os franceses começaram a investir na recuperação do Rio Sena. Esses dois exemplos demandam atenção até hoje. A única exceção foi o Rio Cheonggyecheon, na Coreia do Sul, que levou apenas quatro anos para estar totalmente limpo.efluentes industriais

 

Exemplo Nacional

No Brasil também temos um exemplo de despoluição de rio. É o Rio Jundiaí, localizado no estado de São Paulo, ele passa pelas cidades de Mairiporã, Atibaia, Campo Limpo Paulista, Várzea Paulista, Jundiaí, Itupeva, Indaiatuba e Salto. O Jundiaí foi o primeiro do país a ser despoluído e em 2017 foi reclassificado, passando de classe 4, em que as águas são indicadas somente para navegação, para classe 3, que permite a utilização para o abastecimento de consumo humano após tratamento adequado. Agora mais saudável, o Rio Jundiaí voltou a ter peixes e até recebe a visita de garças e outros pássaros.

Para alcançar esse feito, foram necessários mais de 30 anos de planejamentos, estudos e investimentos. O processo de limpeza foi iniciado em 1984, com a criação do Comitê de Estudos e Recuperação do Rio Jundiaí, o CERJU, que era responsável pela arrecadação do dinheiro que seria investido no tratamento dos esgotos.

 

Classificação dos rios

É regulamentada pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA). De acordo com a resolução 357/2005, eles são categorizados em:

 

Classe especial

  • Ao abastecimento para consumo humano, com desinfecção;
  • À preservação do equilíbrio natural das comunidades aquáticas;
  • À preservação dos ambientes aquáticos em Unidades de Conservação de proteção integral.

Classe 1

  • Ao abastecimento para consumo humano, após tratamento simplificado;
  • À proteção das comunidades aquáticas;
  • À recreação de contato primária, tais como natação e mergulho, conforme Resolução Conama 274/2000;
  • À irrigação de hortaliças que são consumidas cruas e de frutas que se desenvolvem rentes ao solo e que sejam ingeridas cruas sem remoção de película;
  • À proteção das comunidades aquáticas em Terras Indígenas.

Classe 2

  • Ao abastecimento para consumo humano, após tratamento simplificado;
  • À proteção das comunidades aquáticas;
  • À recreação de contato primário, tais como natação, esqui aquático e mergulho, conforme Resolução Conama 274/2000;
  • À irrigação de hortaliças, plantas frutíferas e de parques, jardins, campos de esporte e lazer, com os quais o público possa vir a ter contato direto;
  • À aquicultura e à atividade de pesca.

Classe 3

  • Ao abastecimento para consumo humano, após tratamento convencional;
  • À irrigação de culturas arbóreas, cerealíferas e forrageiras;
  • À pesca amadora;
  • À recreação de contato secundário;
  • À dessedentação de animais.

Classe 4

  • À navegação;
  • À harmonia paisagística.

 

Seguindo os mesmos moldes do Rio Jundiaí, mas com um prazo muito menor, foi iniciada a revitalização do Rio Pinheiros, que tem meta de conclusão para 2022. O Programa Novo Rio Pinheiros irá implantar interceptores, redes coletoras e ligações para tratar o esgoto da região. O projeto também inclui a remoção de sedimentos do fundo do rio, coleta e destinação adequada dos resíduos sólidos, renovação das margens e um plano de conscientização ambiental para a comunidade que vive ao redor do rio.

Fazem parte desse projeto a prefeitura de São Paulo, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), a Empresa Metropolitana de Águas e Energia (EMAE) e a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). Com essa revitalização, espera-se que o Pinheiros passe de classe 4 para 3, assim como o rio do interior de São Paulo.

A reclassificação de um rio também afeta as indústrias e o tratamento que os efluentes passam antes do descarte. As exigências do processo de tratamento dos resíduos variam de acordo com a categoria do rio, e quanto maior a classificação dele, mais rígidos são os parâmetros de tratamento e a fiscalização. Em situações como a do Rio Jundiaí, por exemplo, as empresas devem reajustar as etapas do tratamento antes do despejo, para que estejam dentro das normas do CONAMA, e dessa maneira, evitar multas ou punições mais rigorosas.

Outra alternativa para sua indústria, é buscar um modelo de tratamento offsite. Nele, todas as etapas de tratamento e destinação de seu efluente são de responsabilidade da empresa contratada.