Em tempos de quarentena, por conta da pandemia de Covid-19, muitas empresas entraram em lay off. Durante este período, as indústrias suspendem os contratos ou diminuem as jornadas de trabalho de seus funcionários para reduzirem os possíveis impactos da desaceleração econômica, recorrente em períodos de crise. Essa é uma alternativa prevista em lei para evitar que as empresas demitam seus funcionários.

Porém, essa ação pode trazer problemas em outros setores, como a continuidade da operação das ETEs (Estações de Tratamento de Efluentes Biológicas) que as empresas possuem. Com um número reduzido de funcionários, a quantidade de matéria orgânica enviada à ETE diminui drasticamente, uma vez que reduz não só a geração de esgoto sanitário, mas também o efluente industrial com carga orgânica (biológico), por conta da diminuição da produção, e essa carga orgânica é essencial para o tratamento biológico, pois atua como alimento, nutrindo o sistema.

Como a falta de matéria orgânica afeta o tratamento biológico?

O sistema de tratamento biológico de efluentes industriais funciona a partir da ação de microrganismos. Ou seja, para uma estação de tratamento biológico operar é fundamental que se tenha matéria orgânica e nutrientes em uma proporção correta e equilibrada.

No caso de haver uma redução drástica de carga orgânica, o tratamento biológico torna-se inviável e a consequência mais grave é a perda da cultura de microrganismos. Pois, da mesma forma que eles se multiplicam em um ambiente rico em matéria orgânica, eles se degradam sem essa carga e repor a microbiota de um tanque de tratamento biológico é trabalhoso e demanda alguns meses.

Quando essa escassez de matéria orgânica atinge uma empresa que possui uma estação de tratamento biológica, as chances de tratar seu efluente com eficiência são muito baixas e muitas vezes, a única opção que resta é parar a linha de tratamento e armazenar o efluente. Entretanto, se a crise que afetou a estação de tratamento for de longo prazo, isso poderá ocasionar outros problemas, como a falta de espaço para continuar armazenando o efluente gerado e um forte mau cheiro, caso o sistema entre em colapso.

Se a empresa não consegue tratar o efluente em sua estação, tampouco ela pode descartar o esgoto em corpos d’água sem nenhum tratamento. Pois, além de cometer um crime ambiental com sérios danos ao meio ambiente, isso pode ter graves consequências legais para a empresa.

Portanto, se uma estação de tratamento de efluentes deixa de funcionar por qualquer motivo, para evitar que se gere uma série de prejuízos financeiros e impactos ambientais e sociais, a empresa deve buscar uma alternativa segura e confiável.

Terceirizar pode ser uma ótima opção

Uma solução altamente viável para empresas que decretaram lay off ou tiveram uma redução em sua produção e estão com dificuldades na manutenção da ETE, é terceirizar todo o processo, enviando todo o efluente gerado, ou que está armazenado em sua planta, para uma empresa de tratamento de efluentes offsite.

No tratamento offsite, a empresa especializada contratada se encarrega da coleta, transporte, tratamento e destinação final adequada destes efluentes. Ao final do processo, o cliente recebe um Certificado de Destinação, que garante que o volume recebido foi tratado e descartado corretamente.

Além de ser a melhor solução em situações de emergência, contratar uma empresa offsite para tratar seus efluentes é ideal em casos como:

  • Limitações de espaço: quando a empresa geradora do efluente não possui espaço físico que toda a estrutura da ETE demanda.
  • Efluentes de alta complexidade: por conta de suas características e da composição, alguns efluentes necessitam de uma estrutura avançada para o tratamento. Nesses casos, o mais recomendado é enviar o resíduo para tratamento externo, uma vez que os custos de aquisição e operação de uma Estação de Tratamento própria podem ser muito altos.
  • Limitações de destinação: em função da localização e da ausência de corpo d’água receptor ou da impossibilidade de utilizar o mesmo por conta de sua classificação restritiva, algumas empresas não possuem opções para o descarte de seus efluentes dentro das normas ambientais e a melhor solução que possuem é encaminhar para uma empresa terceirizada realizar o tratamento final e o descarte.
  • Serviços temporários: outras empresas já operam uma ETE própria, mas necessitam do tratamento offsite em ocasiões pontuais, como, por exemplo, uma manutenção ou falhas técnicas que obrigam a paralisação da estação de tratamento. Uma outra situação que pode ocorrer é a necessidade de terceirizar o tratamento de efluentes por um período porque as documentações junto aos órgãos ambientais ainda não estão aprovadas e, para que a empresa não tenha que suspender as operações, o offsite é uma excelente alternativa.

Como a Okena pode te ajudar?

A Okena é uma empresa especializada no tratamento offsite com mais de uma década de experiência. Todos os efluentes coletados por nós passam pelos tratamentos físico-químico e biológico. Além disso, coletamos, tratamos e destinamos efluentes com as mais diversas características e complexidades.

Oferecemos soluções personalizadas para o tratamento adequado do seu efluente e damos todo o suporte que sua empresa necessita, desde a emissão de certificados e documentos até o agendamento para a coleta do efluente.

Para garantir que seu efluente terá tratamento e destinação dentro das normas ambientais, recomendamos que contrate uma empresa certificada e experiente.

Fale conosco e encontre a solução ideal para sua empresa.